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Convenção dos Direitos da Criança

-Ofélia, porque é que hoje há meninos que foram para a escola de pijama?
Esta foi a pergunta de alguns meninos na sexta feira. E como não há perguntas que fiquem por responder, estivemos a falar do 20 de novembro de 1989, data em que as Nações Unidas adoptaram por unanimidade a Convenção dos Direitos das Crianças. Depois estivemos a falar dos Direitos das Crianças e surgiu este cartaz.
O Dia do Pijama é uma iniciativa para lembrar que todas as crianças têm direito a viver numa família. É interessante verificar que perceberam lindamente a mensagem, representando uma casa no centro do cartaz!






Inspirados em Miró

Os meninos gostam de misturar as cores das tintas quando fazem pinturas. Não há nenhum problema com isso, embora ao fim de pouco tempo todas as cores fiquem iguais e as pinturas parecidas!
A Ofélia decidiu mostrar alguns pintores que usam as cores sem misturas. Apenas para que os meninos saibam que há diferentes abordagens e se sensibilizem esteticamente com as obras apresentadas. Começou por Miró...
Surgiram as primeiras capas para os trabalhos ao "estilo Miró" e, na área da pintura, começaram a fazer-se (espontaneamente) experiências diferentes.





 


 


As mãos servem para acariciar

Hoje o relaxamento começou com música e com massagens de carrinhos.
Quando já estávamos calmos a Ofélia contou uma história sobre miminhos. Principal aprendizagem pretendida:
"As mãos servem para acariciar"







Mecanismo

A pouco e pouco vai surgindo a cooperação. Um mecanismo construído e explorado a várias mãos.

Quem falta?

Hoje estivemos a jogar o jogo "Quem falta?". Um jogo fantástico para incentivar a construção da identidade de grupo.
Os meninos ainda não têm uma imagem muito inclusiva de todos, dão pela falta dos melhores amigos, mas não de todas as crianças.


Qual o carrinho que chega mais longe?

Os meninos da nossa sala gostam de carrinhos, principalmente os rapazes. Isso não é novidade!
Todos os dias trazem os bolsos cheios de carrinhos.
Então a Ofélia lançou um desafio:
- E se fizéssemos uma corrida de carrinhos? Querem?
Claro que sim, toda a gente queria.
Durante a semana os meninos tiveram como tarefa trazer um carrinho de casa. Alguns esqueceram-se, o que também é natural.
Fomos juntando os carrinhos e hoje lá aconteceu a "corrida".
Uma rampa primeiro com pouca inclinação, depois com maior inclinação.
Observámos qual o carrinho que chegou mais longe da primeira e segunda vez. Verificámos que ganhou sempre o mesmo e a ordem para todos os outros também se repetiu. Também verificámos que, com maior inclinação os carrinhos que da primeira vez não se moveram já se moveram da segunda vez!...
No fim cada menino desenhou o seu carro no ponto a que ele chegou.
Foi uma tarde de grande implicação. Ficaram muitas questões no ar, para explorar de uma próxima vez, até porque a Leonor adormeceu no relaxamento e não fez a experiência com o seu carrinho.







Venham de lá os carrinhos para continuar a aprender Física.

meia dúzia de castanhas azuis

Na sexta feira foi colocada uma barra nova, grande, de plasticina azul à disposição dos meninos. Como de costume, sempre que surge algum material novo, os meninos querem logo experimentar. Estiveram a experimentar livremente bastante tempo. A certa altura a Ofélia passou pela mesa e disse:
-Quem me faz meia dúzia de castanhas para o Magusto? Castanhas azuis!
-Meia dúzia?!- perguntaram alguns meninos.
-São 6 - respondeu a Bárbara.
-Pois são - confirmou a Ofélia e foi-se embora. Passado algum tempo voltou a passar pela mesa...
O resultado:






Um projeto, a propósito do "tufe"

Ontem a Carolina trouxe um metalofone para a escola. Todos queriam tocar.
A Ofélia perguntou quem tinha instrumentos lá em casa.
- Eu!Eu! Eu! - responderam os meninos
- Eu também tenho instrumentos - disse a Ofélia.
- Pois tens! Eu vi-te a cantar! O meu pai está sempre a falar!... O "tufe"!- atalhou a Carolina muito entusiasmada.
- Sim, o adufe - disse a Ofélia.
- Podias trazer...- disse a Carolina.
....
Combinámos que traríamos hoje os nossos instrumentos para a escola. A Ofélia sugeriu fazer uma orquestra... Uma festa, propuseram os meninos. E pronto, assim surgiu o primeiro projeto coletivo deste ano.  E atrás dele, outras sugestões que iremos explorar. Foi tudo escrito no quadro de giz.
De manhã os meninos mais velhos foram com a Hermínia comprar os ingredientes para o bolo à mercearia, depois fizeram o bolo. Entretanto dividimos os outros meninos em duas equipas, uns fizeram um cartaz para enfeitar a sala, outros decoraram um saco de papel para fazer a pinhata.
Enchemos balões. Todos tentaram.
Depois do bolo pronto, os cozinheiros registaram a receita.
À tarde foi a festa. Fizemos uma orquestra, rebentámos a pinhata, contámos os meninos para saber quantas fatias de bolo cortar e dançámos com os balões. Ufa! Ficámos cansados!

















Um caderno

Utilizar um caderno "ensina" muitas coisas sobre leitura e escrita: o que é uma folha, uma página, a orientação da escrita, a organização na folha, a sequência de folhas e a sua forma de utilização...
Hoje, os meninos mais velhos decoraram os seus cadernos novos. Foram os mais velhos, porque são os que mais depressa vão passar a viver no "mundo dos cadernos", mas os mais novos ficaram cheios de curiosidade e amanhã vão querer fazer os deles, de certeza!