quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Porque o currículo em Educação de Infância é muito mais do que dias especiais, hoje não estava previsto interromper os projetos para falar do Dia dos Namorados. Porém era inevivátel, o tema iria surgir, trazido pelas crianças, sinal que se sentem à vontade para trazer "a vida lá de fora cá para dentro".
Falámos do que é ser namorado, discutimos se será a mesma coisa que ser amigo... Ficaram muitas questões no ar. 
Parece consensual que estar apaixonado tem alguns requisitos, como "ter o coração a bater muito", ao que parece (disseram os meninos) "as crianças também se apaixonam" e também é consensual que os namorados dão beijinhos na boca e os amigos não. Menos o Rafael que está apaixonado pela mãe.
Bom, posto isto informaram-me quem namora com quem e quem está apaixonado por quem. Logo a seguir encontrei duas crianças a desenhar corações para oferecer ao seu/sua amado/a.
À tarde aproveitámos o interesse pelos corações e fizemos recorte, colagem e desenhos dos amigos. E assim se trabalhou, entre outras coisas, a figura fundo.
Acabámos o dia a tirar fotografias numa moldura feita pela mãe da Carolina.
Amanhã continuamos os projetos.

Como apareceu a Terra

A origem da Terra
Ontem, na reunião da manhã a Lara perguntou:
-Como apareceu a Terra?
-Isso é uma pergunta muito interessante e difícil! Já perguntaste a mais alguém? 
-A minha mãe diz que não sabe e o meu pai diz que já se esqueceu!
-Então vamos lá ver o que os outros meninos pensam desse assunto, para começar.
....
-Foi cultivada e cresceu - Leonor
-A Terra foi nascida aos bocadinhos, foram-se juntando bocadinhos - Carolina
-Os bocadinhos vieram do espaço - Francisca
-O espaço é depois das nuvens - Guilherme
-O espaço não tem oxigénio para respirarmos - Renato
-Se tivermos um capacete de astronauta podemos respirar - Guilherme
-Mas foi-se juntando como?-Gustavo
-Encaixando - Carolina
- Eu acho que foi posta uma semente para ela crescer - Lara
- Então temos duas teorias: a Terra foi cultivada e a Terra apareceu no espaço porque se juntaram partes. Certo? - Ofélia



Formas de terminar (a semana, fruta)

Desenhar na terra

Temos andado envolvidos com projetos... Há quem tenha como projeto a concretização de objetos em torno da ideia de super-heróis e há quem queira saber como apareceu a Terra ou como apareceu o primeiro homem. Mas também vamos à mata do Observatório Astronómico. Corremos, fazemos desenhos na terra, imaginamos habitantes perigosos da mata e apanhamos flores e paus.
Um dia destes, quando chegámos ao JI estivemos a observar as plantas, as suas cores, formas e partes constituintes.

Visita da escritora Alice Cardoso

A escritora Alice Cardoso esteve connosco, apresentou-nos as suas histórias e autografou os nossos livros. Os brincantes ficaram espantados e muito contentes quando perceberam que ela é a autora da história que dramatizaram no Natal!..



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A Victória comunicou no início da semana que iria à Serra da Estrela no fim de semana.
-Ai vais, trazes um bocadinho de neve para nós?
-Não dá, derrete! - Gustavo
-Será que derrete, que funde, como dizem os cientistas? E como é que ela pode fazer para não fundir?
...
Propus uma experiência, para ver em que é que a Victória deveria embrulhar a neve, para a conservar: lã, papel, plástico, tecido de cetim.
Fizemos as previsões. Apenas um menino apostou no plástico "porque sim", quase todos apostaram no tecido de cetim "porque é fresquinho" e alguns no de lã porque "é forte". Registámos.
Fomos almoçar e quando voltámos observámos e voltámos a registar.
Agora os meninos já sabem que as camisolas de lâ não deixam "fugir" o calor, mas também não deixam "fugir" o frio.
Infelizmente apaguei acidentalmente as fotos desta experiência. Restou a imagem do painel da pintura com gelo que as crianças propuseram fazer, porque se lembraram desta atividade realizada no ano anterior.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Saia de roda



Hoje havia aviso laranja em Coimbra, mas nem isso nos demoveu. Equipados de capas, galochas e guarda chuva, descemos de Santa Clara até ao Convento de São Francisco. Para quê? Para ver este espetáculo imperdível, ternurento e belo.
Obrigada papás por confiarem, levei comigo 22 brincantes.
Os meninos gostaram tanto!
E não é que souberam falar da festa das sete saias, da festa das lutas a fingir, da festa das caras feias e da festa do dragão! À tarde estivemos a ver filmes destas festas tradicionais portuguesas e o espetáculo ganhou ainda mais significado.

Dia da Não Violência e Paz nas Escolas

Criatividade

Há muitos anos dediquei-me a estudar a relação entre criatividade e aprendizagem. Queria compreender se havia algum fundamento numa ideia que tinha: o ensino não promove o desenvolvimento do pensamento criativo e nega possibilidades de aprendizagem a pessoas com pensamento divergente. Estudei as diferentes teorias, li estudos feitos e percebi que sim, muita gente já tinha investigado com base naquela ideia. O ensino, na generalidade, estimula o "pensamento convergente". Desse trabalho ficou-me a preocupação com o "alimentar" do "pensamento divergente", sem o qual não haveria inovação, evolução, ciência até...

Entrei com uma caixa de cartão na sala que iria para o lixo e perguntei:
-O que poderá ser esta caixa?
Depois de muita discussão chegou-se a um consenso: uma televisão de faz-de-conta.
-Como fazemos aparecer imagens?
As crianças foram dando ideias e chegou-se a um objeto que tem uma ranhura em cima, onde se colocam desenhos que definem o programa que está a dar, e uma abertura atrás para poder "fazer programas" com fantoches.


Relaxamento

Durante algum tempo interrompemos o relaxamento habitual ao início da tarde. As crianças que se encontram a frequentar pela primeira vez não conseguiam relaxar e aquele momento acabava por resultar em imposição. Mas algumas crianças sentiram a falta e foram perguntando. Não havendo outro espaço, nada a fazer. 
-"Quando é que fazemos o relaxamento, outra vez?"
Esta semana retomámos a prática e a nossa sala ao início da tarde é isto, um acampamento.

A educação deveria alimentar os sonhos

Um dia destes estávamos a conversar sobre o que gostaríamos de aprender, saber mais e o Rafael disse que queria saber coisas sobre os crocodilos. Fomos à procura de informação, na hora...
Depois o Rafael representou o crocodilo, disse o que considerava importante e eu escrevi. No fim, "leu" aos colegas o seu trabalho. Todos ficaram a saber um bocadinho mais sobre crocodilos e também sobre o sonho do Rafael.
"Quando for grande vou ter um carro elétrico e vou para Lisboa tratar dos animais"

Os últimos aniversariantes de janeiro




6 anos!!!!!



As doutoras dos dentes

No dia 26 de janeiro estiveram connosco  as"Doutoras dos dentes que também são cientistas". Vão estudar os "bichinhos que nadam na nossa saliva".


Comida cabo-verdiana

O X está numa casa abrigo com a mãe. Já está connosco desde o ano passado. Apesar dos nossos esforços, nem sempre se sente feliz e assertivo, embora goste do jardim de infância e tenha muitos amigos.
De vez em quando fala de familiares seus (muito raramente) e fica agitado quando os meninos falam das suas famílias.
Hoje foi dia de valorizar a família que o X tem mais próxima, a mãe. Ela esteve connosco no jardim de infância a fazer comida cabo-verdiana. O almoço foi reforçado.